Por que as Mandalas Representam a Harmonia do Universo?

 

Mandala circular com padrões geométricos simétricos, representando a harmonia e a ordem cósmica do universo.
A mandala é um símbolo universal da harmonia do universo, refletindo a ordem, a totalidade e a interconexão entre o microcosmo e o macrocosmo. 

As mandalas estão entre os símbolos mais reconhecidos e difundidos da humanidade, presentes em culturas de todos os continentes e em diversas tradições religiosas ao longo da história. Elas transcendem o tempo e o espaço, conectando o indivíduo à totalidade do cosmos. Mas o que faz com que essas figuras geométricas circulares sejam tão universalmente reconhecidas como representações da harmonia universal? Por que uma simples combinação de círculos, triângulos e quadrados organizados ao redor de um centro consegue evocar uma sensação tão profunda de ordem, equilíbrio e interconexão?

A resposta está na própria estrutura da mandala, que reflete as leis fundamentais que regem o universo — desde a organização dos átomos até a formação das galáxias. A mandala é, em sua essência, um cosmograma: um mapa do universo em sua forma essencial, uma representação visual da ordem cósmica que organiza o caos em harmonia. Como bem expressou a tradição hindu, a mandala é uma "imagem do Mundo", um resumo da manifestação espacial do divino.

Neste artigo, exploraremos em profundidade as razões pelas quais as mandalas representam a harmonia do universo, analisando sua origem, sua estrutura geométrica, seu simbolismo espiritual e sua presença em diferentes culturas e tradições ao redor do mundo.

Para uma visão geral sobre o tema das mandalas, leia nosso artigo principal: O Que São Mandalas? Significado, Fundamentos, Essência e Jornada de Transformação.


SUMÁRIO

  1. A ORIGEM DA PALAVRA E SEU SIGNIFICADO PROFUNDO

  2. A MANDALA COMO COSMOGRAMA: O UNIVERSO EM UM CÍRCULO

  3. A GEOMETRIA SAGRADA: A LINGUAGEM MATEMÁTICA DO COSMOS

  4. O CÍRCULO COMO SÍMBOLO DA TOTALIDADE E DA ETERNIDADE

  5. O CENTRO: O PONTO DE ORIGEM E DE RETORNO

  6. A SIMETRIA RADIAL: A ORDEM QUE EMERGE DO CAOS

  7. A MANDALA NA PSICOLOGIA DE CARL JUNG: O SELF E A TOTALIDADE

  8. A MANDALA COMO FERRAMENTA DE MEDITAÇÃO E CONEXÃO CÓSMICA

  9. A MANDALA NAS DIFERENTES TRADIÇÕES CULTURAIS

  10. A MANDALA COMO SÍMBOLO DA INTERCONEXÃO DE TODAS AS COISAS

  11. PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE MANDALAS E HARMONIA UNIVERSAL

  12. CONCLUSÃO


A ORIGEM DA PALAVRA E SEU SIGNIFICADO PROFUNDO

A palavra "mandala" tem origem no sânscrito, uma das línguas mais antigas do mundo. Sua tradução mais literal é "círculo", mas seu significado vai muito além de uma simples forma geométrica. A raiz da palavra carrega consigo as noções de totalidadeintegração e harmonia, revelando que, desde sua origem linguística, a mandala está intrinsecamente ligada à ideia de completude e equilíbrio.

Em sânscrito, a mandala também pode ser entendida como "círculo mágico" ou "concentração de energia". Essa definição aponta para o uso prático da mandala como um espaço sagrado onde as energias cósmicas podem ser concentradas e harmonizadas. A mandala é, portanto, um recipiente de forças, um ponto de convergência onde o indivíduo pode se conectar com as leis que regem o universo.

Universalmente, a mandala é reconhecida como o símbolo da totalidade, da integração e da harmonia. Ela representa a completude do universo, a interconexão de todas as coisas e a busca pelo equilíbrio interior que reflete o equilíbrio cósmico. A forma circular, sem começo nem fim, evoca a eternidade e a natureza cíclica da existência, enquanto a organização simétrica dos elementos ao redor de um centro sugere uma ordem subjacente que organiza o caos aparente.

Para aprofundar a etimologia da palavra mandala, leia: A Etimologia da Palavra Mandala: O Significado Oculto do Círculo Sagrado.


A MANDALA COMO COSMOGRAMA: O UNIVERSO EM UM CÍRCULO

Nas tradições hindu e budista, a mandala é compreendida como uma representação simbólica da manifestação e do desenvolvimento do universo, refletindo a ordem cósmica em sua estrutura. Ela não é apenas um desenho bonito; é um mapa do universo, uma síntese da ordem cósmica que organiza a realidade em um esquema compreensível.

A Mandala como Representação do Cosmos

A mandala reproduz simbolicamente a manifestação e o desenvolvimento do universo. Seus círculos concêntricos representam os diferentes níveis da existência, desde o centro (o ponto de origem, a divindade ou o Self) até a periferia (o mundo material, o caos ou a diversidade). Cada camada da mandala corresponde a um aspecto da realidade, organizado de forma hierárquica e harmônica.

O termo "cosmograma" captura perfeitamente essa função: a mandala é um diagrama do cosmos, uma representação visual da estrutura do universo em sua essência. Ela mostra como tudo está interconectado, como o múltiplo emerge do uno e como o diverso retorna à unidade.

A Mandala como Imagem do Mundo

Em certas tradições religiosas, a mandala é entendida como uma "imagem do Mundo". Ela não é uma representação literal do universo físico, mas uma representação simbólica de sua ordem subjacente. A mandala revela a estrutura profunda da realidade, aquela que os olhos físicos não podem ver, mas que a mente e o espírito podem intuir.

A mandala é, portanto, um modelo do cosmos que serve como guia para a jornada espiritual. Ao contemplar a mandala, o praticante não está apenas admirando uma obra de arte; está percorrendo o mapa do universo, movendo-se do exterior para o centro, da diversidade para a unidade, do caos para a ordem.

Para entender a origem e o significado universal das mandalas, leia: A Origem e o Significado Universal das Mandalas.


A GEOMETRIA SAGRADA: A LINGUAGEM MATEMÁTICA DO COSMOS

A geometria sagrada é o estudo dos padrões geométricos encontrados na natureza, na arquitetura, na arte e nas tradições espirituais. Ela parte da premissa de que o universo é estruturado segundo leis matemáticas e geométricas que podem ser compreendidas e replicadas pelo ser humano. As mandalas são uma das expressões mais puras e fascinantes da geometria sagrada.

Os Blocos de Construção do Universo

A geometria sagrada nos ensina que o universo é construído a partir de formas geométricas fundamentais. O círculo, o triângulo, o quadrado, a espiral — todas essas formas aparecem repetidamente na natureza, desde a estrutura dos átomos até a formação das galáxias. Essas formas não são arbitrárias; elas refletem as leis matemáticas que regem a criação.

As mandalas utilizam essas formas fundamentais para criar uma imagem do cosmos. A combinação de círculos, quadrados, triângulos e outras figuras geométricas em uma mandala não é aleatória: cada forma tem um significado simbólico e contribui para a representação da ordem universal. O círculo representa a totalidade e o infinito; o quadrado representa a manifestação e a estabilidade; o triângulo representa a trindade e o equilíbrio de forças.

A Harmonia das Proporções

A geometria sagrada também está preocupada com as proporções. A proporção áurea, por exemplo, é uma relação matemática que aparece em toda a natureza e na arte, e é considerada uma chave para a harmonia estética e estrutural. Muitas mandalas são construídas utilizando essas proporções divinas, o que contribui para sua sensação de equilíbrio e perfeição.

A Mandala como Síntese da Geometria Sagrada

A mandala é, em muitos aspectos, uma síntese da geometria sagrada. Ela reúne as formas fundamentais e as organiza em uma estrutura harmônica que reflete a ordem do cosmos. Ao criar ou contemplar uma mandala, o praticante está trabalhando com as mesmas formas que estruturam o universo, o que pode ter um impacto profundo em sua consciência.

Para explorar a geometria sagrada em profundidade, leia: Geometria Sagrada: A Linguagem Matemática do Universo nas Mandalas.


Diagrama mostrando a relação entre a geometria sagrada, as formas fundamentais e a estrutura do cosmos.
A geometria sagrada revela que o universo é construído a partir de formas fundamentais, e as mandalas são uma expressão visual dessa ordem cósmica. 


O CÍRCULO COMO SÍMBOLO DA TOTALIDADE E DA ETERNIDADE

O círculo é a forma mais fundamental da mandala e, talvez, o símbolo mais universal da harmonia. Diferente de outras formas geométricas, o círculo não tem começo nem fim. Ele é contínuo, infinito, completo. Por essa razão, o círculo é universalmente reconhecido como um símbolo da totalidade, da eternidade e da unidade.

O Círculo como Símbolo do Divino

Em muitas culturas, o círculo é usado para representar o divino, o céu, o eterno. Ele é a forma perfeita, sem arestas nem limites, que evoca a natureza infinita e imutável do espírito. Na mandala, o círculo exterior simboliza o cosmos, o universo em sua totalidade. É o recipiente que contém toda a criação, o limite que define o espaço sagrado.

O Círculo como Ciclo e Renovação

O círculo também representa o ciclo da vida, da morte e do renascimento. Ele nos lembra que tudo é cíclico, que a vida é um movimento contínuo de transformação. A mandala, ao ser circular, convida o observador a refletir sobre os ciclos da existência, sobre a impermanência de todas as coisas e sobre a possibilidade de renovação.

O Círculo como Espaço Sagrado

O círculo também é usado para delimitar espaços sagrados, separando-os do mundo profano. Em muitas culturas, círculos são desenhados para proteger os participantes e criar um espaço de conexão espiritual. A mandala, ao ser circular, cria esse espaço sagrado para a contemplação e a meditação, um local onde as leis do mundo exterior podem ser temporariamente suspensas para dar lugar à introspecção e à conexão com o cosmos.

Para entender a estrutura fundamental da mandala, leia: Os Elementos de uma Mandala: Círculo, Centro e Simetria.


O CENTRO: O PONTO DE ORIGEM E DE RETORNO

O centro da mandala é o ponto focal, o coração de toda a estrutura. Ele representa a origem, a consciência, a essência do ser. Em muitas tradições, ele é considerado o lugar mais sagrado da mandala, o ponto de onde tudo emerge e para onde tudo retorna.

O Bindu: A Semente do Universo

Na tradição hindu e budista, o centro da mandala é associado ao Bindu, o ponto primordial da criação. O Bindu é a semente da qual todo o universo se manifesta, o ponto de onde emerge toda a existência. Ele representa o estado de potencialidade pura, a consciência primordial antes de qualquer manifestação. No processo de criação de uma mandala, o Bindu é o primeiro elemento a ser desenhado — é o centro, a fonte, a essência.

O Centro como Metáfora do Self

Para além do significado espiritual, o centro da mandala também é uma poderosa metáfora do eu interior. Assim como a mandala se organiza em torno do centro, nossa vida se organiza em torno de nossa essência, do que realmente somos. Ao meditar sobre o centro de uma mandala, somos convidados a fazer uma jornada em direção ao nosso próprio centro, a nossa essência mais profunda, onde encontramos paz, clareza e propósito.

O Centro como Ponto de Harmonia

O centro é o ponto de equilíbrio, o lugar onde todas as forças se encontram e se harmonizam. Na mandala, o centro é o ponto de convergência de todas as linhas, o lugar onde o múltiplo se torna uno. É a imagem da unidade que subjaz à diversidade, da ordem que organiza o caos.

Para descobrir o significado profundo do centro da mandala, leia: O Centro da Mandala: A Origem da Vida e da Consciência.


A SIMETRIA RADIAL: A ORDEM QUE EMERGE DO CAOS

A simetria é uma característica marcante das mandalas. Os padrões se repetem de maneira equilibrada em torno do centro, criando uma sensação de ordem e harmonia que é ao mesmo tempo visual e espiritual.

A Simetria como Reflexo da Ordem Universal

A simetria da mandala não é apenas estética; ela reflete a ordem subjacente do universo. Na natureza, a simetria está em toda parte: nas asas de uma borboleta, nas pétalas de uma flor, nos cristais, nas estruturas moleculares. A mandala, ao ser simétrica, espelha essa ordem natural. A simetria também representa o equilíbrio. Em uma mandala simétrica, não há um lado mais pesado ou mais leve, mais importante ou menos importante. Tudo está em equilíbrio, assim como o universo busca o equilíbrio entre forças opostas.

A Repetição como Ritmo Cósmico

A repetição dos padrões em uma mandala não é apenas um recurso visual; ela ecoa o ritmo do cosmos. Os ciclos da natureza — as estações, as fases da lua, o movimento dos astros — são padrões que se repetem. A mandala, ao repetir seus padrões, nos conecta com esses ritmos universais, lembrando-nos de que somos parte de uma ordem maior.

A Simetria e a Jornada Interior

A simetria da mandala também pode ser vista como uma metáfora para a jornada interior. Assim como a mandala é simétrica em relação ao centro, nossa vida pode ser equilibrada quando encontramos nosso centro, nossa essência. A busca pela simetria na mandala é uma busca pelo equilíbrio interior, pela integração dos opostos, pela harmonia entre os diferentes aspectos de nossa personalidade.


A MANDALA NA PSICOLOGIA DE CARL JUNG: O SELF E A TOTALIDADE

O psiquiatra suíço Carl Gustav Jung foi um dos primeiros estudiosos ocidentais a reconhecer a importância das mandalas como símbolos da totalidade psíquica. Para Jung, a mandala é a expressão do Self, o centro da personalidade que integra consciente e inconsciente.

A Mandala como Símbolo do Self

Segundo Jung, a mandala é o símbolo do Self, o arquétipo da totalidade e da unidade. Ela representa a integração de todos os aspectos da psique: luz e sombra, masculino e feminino, consciente e inconsciente. A mandala, com seu centro e sua estrutura equilibrada, é a imagem perfeita do Self: um centro organizador que integra todas as partes em um todo harmonioso.

A Mandala como Ferramenta de Cura

Jung observou que seus pacientes frequentemente desenhavam mandalas de forma espontânea durante o processo de individuação. Ele via esses desenhos como registros do estado da psique, expressões do impulso natural da mente em direção à ordem e à totalidade. Para Jung, a mandala é uma tentativa de autocura da natureza, uma forma que a psique encontra para se organizar e se equilibrar.

A Mandala e o Unus Mundus

Jung também relacionou a mandala ao conceito de unus mundus (Jung, 1955), o mundo uno que subjaz à realidade manifesta, em sua obra Mysterium Coniunctionis. A mandala, segundo Jung, é o equivalente psicológico do unus mundus, a imagem da unidade fundamental que está na base de toda a diversidade. Ao contemplar a mandala, o indivíduo pode ter uma experiência da unidade subjacente do cosmos, uma visão da harmonia que transcende as aparências.

Para uma visão completa da psicologia das mandalas segundo Jung, leia: Carl Jung e a Psicologia das Mandalas: O Caminho para o Self.


Representação da mandala como símbolo do Self, integrando o indivíduo ao cosmos, segundo a psicologia de Carl Jung.
Para Carl Jung, a mandala é o símbolo do Self, representando a totalidade da psique e a conexão entre o indivíduo e a ordem cósmica. 


A MANDALA COMO FERRAMENTA DE MEDITAÇÃO E CONEXÃO CÓSMICA

Em muitas tradições espirituais, a mandala é usada como uma ferramenta de meditação para ajudar o praticante a se conectar com a ordem cósmica e a alcançar estados mais elevados de consciência.

A Mandala como Objeto de Foco

A meditação com mandalas envolve a concentração da atenção no centro da figura, permitindo que a mente se acalme e se direcione para dentro. A estrutura simétrica e os padrões repetitivos da mandala têm o poder de acalmar a mente, reduzir a dispersão e induzir um estado de atenção plena.

A Mandala como Mapa da Jornada Espiritual

As mandalas tibetanas, em particular, são usadas como mapas do caminho para a iluminação. Cada elemento da mandala tem um significado simbólico que guia o praticante em sua jornada espiritual, do estado ordinário de consciência até o despertar. A mandala é, portanto, um guia visual que ajuda o meditante a navegar pelos diferentes estágios da prática espiritual.

A Mandala como Portal para o Cosmos

A contemplação da mandala pode levar a uma experiência de conexão com o cosmos. Ao mergulhar nos padrões da mandala, o praticante pode sentir-se parte de uma ordem maior, integrado ao fluxo do universo. A mandala torna-se, então, um portal para a harmonia cósmica, uma janela para a totalidade.

Para técnicas de meditação com mandalas, leia: Mandalas e Meditação: Uma Jornada Interior.


A MANDALA NAS DIFERENTES TRADIÇÕES CULTURAIS

A presença de mandalas em culturas de todo o mundo é um testemunho de sua universalidade. Elas aparecem em diferentes tradições, cada uma atribuindo seus próprios significados e ênfases.

No Hinduísmo

No hinduísmo, as mandalas são usadas em rituais e práticas de meditação. Os yantras são diagramas geométricos que servem como visualizações simbólicas de divindades e forças cósmicas. O Sri Yantra, composto por nove triângulos entrelaçados, é uma das mandalas mais sagradas, representando a união das energias masculina e feminina, o cosmos e a divindade.

No Budismo

No budismo tibetano, as mandalas são usadas como mapas do caminho para a iluminação. As mandalas de areia são criadas como práticas de meditação e depois destruídas para simbolizar a impermanência da vida. A mandala Kalachakra, que representa o tempo e a visão cíclica da existência, é uma das mais complexas e sagradas do budismo tibetano.

No Cristianismo

No cristianismo, elementos semelhantes às mandalas aparecem nas rosáceas das catedrais góticas e em outros elementos arquitetônicos circulares. Essas janelas circulares de vitrais, com seus padrões geométricos intrincados, são vistas como representações da perfeição divina e da harmonia da criação. O labirinto da Catedral de Chartres, que representa uma viagem do mundo externo ao centro sagrado, é outro exemplo de mandala cristã.

Nas Tradições Indígenas

Nas culturas indígenas das Américas, as Rodas de Medicina são consideradas equivalentes às mandalas. Essas rodas circulares representam os ciclos da vida, as estações do ano e a interconexão entre todas as formas de vida.

Na Arte Islâmica

Na arte islâmica, os intrincados padrões geométricos encontrados em mosaicos e arquitetura são formas de mandalas que expressam a ordem divina e a infinitude de Deus.

Para uma jornada mais detalhada pela história das mandalas, leia: A História Global das Mandalas.


A MANDALA COMO SÍMBOLO DA INTERCONEXÃO DE TODAS AS COISAS

A mandala é, em última análise, um símbolo da interconexão de todas as coisas. Ela nos mostra que, por trás da diversidade aparente do mundo, existe uma unidade fundamental, uma ordem que organiza e harmoniza tudo o que existe.

O Microcosmo e o Macrocosmo

A mandala é uma representação do microcosmo e do macrocosmo. Ela mostra como o indivíduo (o microcosmo) está conectado ao universo (o macrocosmo), e como a jornada interior reflete a jornada cósmica. Essa relação entre o pequeno e o grande, o interior e o exterior, é fundamental para a compreensão da mandala como símbolo de harmonia.

A Unidade Subjacente

A mandala nos lembra que, apesar das aparências, tudo está interconectado. Assim como os padrões da mandala se organizam em torno de um centro, toda a existência está conectada através de um centro comum, seja ele chamado de Deus, Brahman, Tao, Self ou simplesmente de universo. A mandala é uma imagem visual dessa unidade fundamental, uma lembrança de que a separação é uma ilusão e que a harmonia é a verdade última.

A Harmonia como Princípio Universal

A mandala, com sua beleza e equilíbrio, é um símbolo da harmonia como princípio universal. Ela nos convida a buscar essa harmonia em nossas próprias vidas, a integrar os aspectos dispersos de nossa personalidade e a encontrar nosso centro em meio ao caos do mundo.

Para explorar o simbolismo universal das mandalas, leia: Os Arquétipos Universais nas Mandalas: Símbolos que Transcendem o Tempo.


PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE MANDALAS E HARMONIA UNIVERSAL

Por que a mandala é considerada um símbolo de harmonia?

A mandala é considerada um símbolo de harmonia porque sua estrutura circular e simétrica reflete a ordem subjacente do universo. O círculo representa a totalidade e a eternidade, o centro representa a origem e a essência, e a simetria radial representa o equilíbrio e a interconexão de todas as coisas.

Qual é a relação entre a mandala e a geometria sagrada?

A mandala é uma das expressões mais puras da geometria sagrada, utilizando formas fundamentais como círculos, triângulos e quadrados para representar a estrutura do cosmos. A geometria sagrada nos ensina que o universo é construído a partir de padrões matemáticos e geométricos, e a mandala é uma representação visual desses padrões.

Como a mandala representa o universo?

A mandala representa o universo como um cosmograma — um mapa da ordem cósmica. Seus círculos concêntricos representam os diferentes níveis da existência, e seu centro simboliza o ponto de origem de toda a criação.

Qual é o papel do centro na mandala?

O centro da mandala simboliza a origem, a essência e o Self. É o ponto de partida e de retorno da jornada espiritual, o lugar onde todas as forças se encontram e se harmonizam.

Como Carl Jung interpretava a mandala?

Para Carl Jung, a mandala era um símbolo do Self, o centro da totalidade psíquica. Ele via as mandalas como expressões espontâneas do impulso da psique em direção à ordem e à integração, e as utilizava como ferramentas para promover o autoconhecimento e a individuação.

A mandala é um símbolo exclusivamente oriental?

Não. Embora a palavra "mandala" seja de origem sânscrita, formas circulares simbólicas semelhantes aparecem em culturas de todo o mundo, incluindo o cristianismo (rosáceas), as tradições indígenas americanas (Rodas de Medicina) e a arte islâmica (padrões geométricos).

Como a mandala pode ajudar na meditação?

A mandala pode ser usada como um objeto de foco na meditação, ajudando a acalmar a mente e a direcionar a atenção para o centro. A contemplação da mandala pode levar a uma experiência de conexão com a ordem cósmica e a um estado mais profundo de consciência.


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CONCLUSÃO

As mandalas representam a harmonia do universo porque refletem, em sua estrutura e simbolismo, as leis universais de ordem, simetria e interconexão. Desde suas raízes na Índia antiga até sua manifestação em culturas de todo o mundo, a mandala tem servido como um poderoso símbolo da totalidade, da unidade e do equilíbrio cósmico.

A mandala nos ensina que, por trás da diversidade aparente do mundo, existe uma unidade fundamental. Ela nos mostra como o indivíduo (o microcosmo) está conectado ao universo (o macrocosmo), e como a jornada interior reflete a jornada cósmica. A simetria da mandala, seu centro e sua estrutura circular são lembretes visuais de que a harmonia é a verdade última da existência.

Ao contemplar ou criar uma mandala, estamos participando de uma tradição que remonta a milhares de anos. Estamos acessando um arquétipo universal que ressoa com a estrutura mais profunda da psique humana e do cosmos. E estamos nos convidando a uma jornada de autoconhecimento, equilíbrio e conexão com o todo.

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Que você possa encontrar, em cada mandala que criar ou contemplar, um reflexo da harmonia do universo e um caminho para o equilíbrio interior.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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